Olá,
sempre fui fã de motos custom (a lá Exterminador do Futuro), no fim dos anos 90 tive acesso às primeiras revistas de motos e início de sonhos.
Shadow 600 e Virago, essas eram as top of mind do início dos anos 2000. Minha primeira pilotagem de moto custom foi uma Virago 250, e foi muito divertido, confirmando o gosto por estas motos.
Após muitos anos tive acesso à Dragstar do meu irmão, e que moto. Foi definido então que minha primeira moto custom seria a Drag. Coisa que só realizei em 2015, e como valeu a pena. Agora em 2018 parti para uma Harley-Davidson, e também como está valendo a pena.
Porém sempre fui muito curioso com dados, e a Shadow sempre esteve entre os modelos famosos das custom no Brasil, porém quando mudou para o modelo 750 ela me desagradou bastante no design, por isso escolhi a Drag.
Buscando na ABRACICLO peguei os dados a partir de 2000, passando da Shadow 600 para 750 e da Virago 535 até Midnight 950 (deixei de fora as de menor CC e de marcas que produziram poucas unidades ao longo dos anos).
Fato é, Honda dominou o mercado por muito tempo, a saída da Shadow 600 abriu espaço para a Yamaha, e por incrível que pareça a Midnight foi um movimento forte para a Yamaha. Mas ao fim, as duas marcas largara o f***-se para o estilo e deixaram por conta da HD e marcas menores no nosso mercado.
Nesse gráfico acima vemos as parados de fabricação de modelos.
Nesse outro temos um gráfico que mostra a linha de cada marca juntando os modelos (que com exceção da Shadow sempre foi cessar um e iniciar outro.
No total do período a partir de 2000 a Honda vendeu 6.000 unidades a mais que a Yamaha, ao meu ver a Yamaha teve mais sucesso com seus modelos visto que sua rede de concessionárias é infinitamente menor. E na minha singela opnião, a Honda perdeu muita força ao modificar bastante o visual da Shadow 600 para a 750.
Mas ao fim de tudo não temos mais os modelos à venda. Ficou para a Kawasaki (Vulcan 600, com cerca de 500 unidades em 2018) e Suzuki (Boulevard 1.800, com exatas 60 unidades em 2018) que possuem redes muito fracas e pós venda também.
Da briga (saudável) que existia entre Shadow x Virago x Dragstar, só vai sobrar na lembrança (igual Sete Galo x Viúva Negra). E a briga Custons Japonesas x HD também. E daqui uns anos quem quiser entrar pro mundo das custons no Brasil vai ser quase que obrigado a entrar no universo das Harley Davidson mesmo.
P.S.:
1- Quem quiser comentar fique a vontade. Corrigir também fique, não fui tão afundo assim no assunto.
2- Quem quiser criticar os dados, foi um levantamento para meu próprio interesse. Sim, poderia ser mais completo, poderia iniciar em 1900 e bolinha, poderia ter colocado outras marcas. Mas não quis ficar tanto tempo nisso. Os números estão disponíveis, então pode fazer o seu próprio estudo.
Abs,
GODSPEED
Vida By Me
Aqui é ali.
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Cruise control - Piloto automático - Controle de aceleração para Motos
Falando de motos então...
Como gosto de pegar estrada com minha moto, depois de longas distancias, a mão direita tende à ficar cansada de ficar forçada na mesma posição, principalmente em estradas com poucas curvas, onde ficamos muito tempo com a mesma velocidade.
Esses dias vendo os vídeo do Filipec no Motoexpedição Alasca de Harley https://www.youtube.com/user/filipecp85, vi ele usando uma borboleta que trava o acelerador e mantem a velocidade.
Fiquei curioso e fui pesquisar algo universal.
Encontrei vários mais em conta como o do vídeo abaixo. E o Go Cruise que é muito bonito, mas importado e caro.
O mais barato que achei foi por 29,90 no ML, mas achei caro pra aparência do produto.
Então decidi tentar um hecho a mano, DIY, como bom muquirana que sou, e por gostar de fazer as coisas com as próprias mãos.
Baixei umas fotos da net e fiz dois gabaritos:
Um com furo de 1 3/4 pol e outro de 1 1/2 pol (diâmetro da manopla)

Usei material de UHMW 4mm (que tem retalhos no meu trabalho), mas acredito que vários materiais vão dar certo, inclusive madeira (que era minha ideia inicial).
Usei uma serra de ferro pra fazer o desbaste, estilete pra aproximar, serra copo pra fazer os furos, lixa pra dar acabamento e pra reforçar coloquei o-ring pra ajudar no aperto, esse foi o resultado:


Usando a medida de 1 1/2 pol, tive que colocar um anel de borracha que achei por acaso em casa pra ajudar na firmeza, minha próxima ideia seria buscar uma câmara de bicicleta.
Hoje fiz um teste rápido e funcionou bem, coloca na velocidade desejada, encosta a trava e segue rodando, pra desacelerar é só empurrar o acelerador. Claro que tem que ser usado com consciência, mas pra longas viagens com estrada retas acredito que será ótimo.
Como gosto de pegar estrada com minha moto, depois de longas distancias, a mão direita tende à ficar cansada de ficar forçada na mesma posição, principalmente em estradas com poucas curvas, onde ficamos muito tempo com a mesma velocidade.
Esses dias vendo os vídeo do Filipec no Motoexpedição Alasca de Harley https://www.youtube.com/user/filipecp85, vi ele usando uma borboleta que trava o acelerador e mantem a velocidade.
Fiquei curioso e fui pesquisar algo universal.
Encontrei vários mais em conta como o do vídeo abaixo. E o Go Cruise que é muito bonito, mas importado e caro.
O mais barato que achei foi por 29,90 no ML, mas achei caro pra aparência do produto.
Então decidi tentar um hecho a mano, DIY, como bom muquirana que sou, e por gostar de fazer as coisas com as próprias mãos.
Baixei umas fotos da net e fiz dois gabaritos:
Um com furo de 1 3/4 pol e outro de 1 1/2 pol (diâmetro da manopla)
Usei material de UHMW 4mm (que tem retalhos no meu trabalho), mas acredito que vários materiais vão dar certo, inclusive madeira (que era minha ideia inicial).
Usei uma serra de ferro pra fazer o desbaste, estilete pra aproximar, serra copo pra fazer os furos, lixa pra dar acabamento e pra reforçar coloquei o-ring pra ajudar no aperto, esse foi o resultado:
Usando a medida de 1 1/2 pol, tive que colocar um anel de borracha que achei por acaso em casa pra ajudar na firmeza, minha próxima ideia seria buscar uma câmara de bicicleta.
Hoje fiz um teste rápido e funcionou bem, coloca na velocidade desejada, encosta a trava e segue rodando, pra desacelerar é só empurrar o acelerador. Claro que tem que ser usado com consciência, mas pra longas viagens com estrada retas acredito que será ótimo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Foi bom... mas durou pouco!
Conforme disse no post anterior como construí a rampa, no fim de 2014 fui transferido de cidade pela minha empresa.
Uma das coisas que não tive como levar na mudança (além de um armário que se desmontou) foi a rampa, pois pro apartamento que me mudei seria impossível colocá-la, já que minha esposa fez eu descartar a hipótese de utilizar a sala de estar.
A saída que encontrei foi de compartilha-la com outros skatistas. Primeiro pensei em deixar a rampa na pista de skate da cidade, mas como o local é aberto, e a rampa não era tão resistente desisti da ideia por achar que iria durar muito pouco, e confesso que me apeguei muito à ela, rsrs.
Então me lembrei de uma cara que conheci na pista de skate que era antigo na cidade, professor da universidade e que dava aulas de skate num projeto social da AABB, e as aulas eram dadas na quadra coberta da associação. Arrumei o contato dele, mostrei a rampa e perguntei se havia interesse. Aceitou na hora.
O difícil iria ser tirar ela do terraço, primeiro passo, pedir autorização pro vizinho deixar utilizar o terreno dele, segundo passo pegar cordas e dar um jeito de içar ela prédio abaixo.
Uma das coisas que não tive como levar na mudança (além de um armário que se desmontou) foi a rampa, pois pro apartamento que me mudei seria impossível colocá-la, já que minha esposa fez eu descartar a hipótese de utilizar a sala de estar.
A saída que encontrei foi de compartilha-la com outros skatistas. Primeiro pensei em deixar a rampa na pista de skate da cidade, mas como o local é aberto, e a rampa não era tão resistente desisti da ideia por achar que iria durar muito pouco, e confesso que me apeguei muito à ela, rsrs.
Então me lembrei de uma cara que conheci na pista de skate que era antigo na cidade, professor da universidade e que dava aulas de skate num projeto social da AABB, e as aulas eram dadas na quadra coberta da associação. Arrumei o contato dele, mostrei a rampa e perguntei se havia interesse. Aceitou na hora.
O difícil iria ser tirar ela do terraço, primeiro passo, pedir autorização pro vizinho deixar utilizar o terreno dele, segundo passo pegar cordas e dar um jeito de içar ela prédio abaixo.
Junto com Cleomar, instrutor no projeto da AABB, e um colega que ajudou no transporte.
Rampa montada na AABB.
Pessoal manobrando na rampa.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Como construir uma micro ramp
Bom dia a quem chegar até aqui...
Há cerca de três meses consegui fazer algo que me deixou muito feliz, uma mini ramp ou melhor, micro ramp.
Nunca havia tido contato com transição, e sempre tive vontade. E como qualquer skatista, a gente inventa.
Também gosto de fazer as coisas com minhas mãos, para não investir em algo que não dê certo e acabar desperdiçando dinheiro (quase ninguém tem esse luxo).
Mas vamos à mão na massa: como eu nunca havia feito nada do tipo, fui pesquisar na internet. Infelizmente no Brasil existem pouquíssimas informações sobre construir rampas (de qualquer coisa na verdade, exceto quadradinho de oito), mas contei com a ajuda de pessoas bacanas com dicas simples. Obrigado Enilson Komono e Ernesto Belote. Mas as informações mais completas são dos americanos (e como eles gostam de compartilhar idéias).
Dicas:
http://rampplans.org/
http://www.diyskate.com/
E muitos vídeos no YouTube
Porém ninguém tinha feito nada exatamente como eu imaginava, que seria reaproveitar o máximo de material possível, e o mais acessível nesses dias são os paletes. Usando as dicas e um pouco de imaginação consegui algo interessante.
Ferramentas que utilizei:
Materiais:
O segundo passo é desmontá-los, e isso exige um pouco de paciência, pois quanto mais tábuas quebrar mais trabalho terá. E como geralmente são madeiras moles e pregos de baixa qualidade que enferrujam muito, isso pode levar um tempo. Uma dica que aprendi com eu pai: para tirar o prego, primeiro bata ele como se fosse pregar mais um pouco, assim a ferrugem se solta e fica mais fácil puxá-lo. Depois puxe ele com o martelo e as vezes com alicate.
Imagem 01. Buscando os paletes.

Imagem 02. Desmontar os paletes e separar as madeiras por categorias. É bom encontrar paletes que tenham boas vigas, pois ajudarão a reforçar a estrutura.
A terceira parte do trabalho foi buscar as medidas, o que deu um pouco de trabalho e muita adivinhação, decidi por usar uma transição com raio de 1,30 metros e 0,6 m de altura.
Depois foi a hora de formar com as tábuas uma espécie de parede, conforme a imagem abaixo. As duas vigas que aparecem são somente para apoio, mas por baixo tem duas finas ripas pregadas, para manter as tábuas firmes.
Imagem 03. Tábuas pregadas, formando uma "placa" de madeira.
Indo para o quarto procedimento, que será criar a marcação da transição. O raio que utilizei foi de 1,30 metros. Para medir, coloquei uma viga (qualquer peça comprida) em ângulo de 90 graus na lateral da "folha", amarrei uma corda com 1,30 metros, amarrei a caneta na ponta e tracei o risco, marcando o corte da transição. Depois é só inverter o lado e marcar a outra transição na mesma folha, como abaixo.
Imagem 05. Marcações dos cortes para a transição.
Depois de marcadas as linhas em duas "placas" de madeira, é só fazer o corte com a serra tico-tico.
Imagem 06. Transições recortadas.
Quando as transições já estiverem recortadas, deve ser feito um reforço, já que as tábuas precisam estar bem unidas. Usei então as vigas, posicionadas no local que ia fixá-la, fiz uma marca e cortei, quanto maior o número, maior será a firmeza da rampa.
Imagem 07. Transições já reforçadas.
Estas foram as partes mais demoradas, a partir daqui já se começa a ter uma forma. O próximo passo é pegar as outras tábuas que estavam reservadas, usar as que tenham a mesma largura do madeirite que irá usar, no meu caso foi 1,10 metros e então vai fixando as duas transições lado a lado.
Quando eu fiz isso, não coloquei nada unindo as paredes por baixo, aconselho quem for fazer, que já intercale algumas madeiras embaixo, pois vai melhorar muito a estrutura. Quanto a parte plana (flat), deverá seguir a mesma altura da base da transição, eu usei duas ripas remontadas, mas pode se usar as dos paletes mesmo, e para a transição com raio de 1,3m o plano deve ter cerca de 2,20 metros.
Imagem 08. Junção das transições com as tábuas, quanto mais melhor. Notar que abaixo não coloquei nada unindo todas elas, coisa que aconselho a fazer.
Feito o estrado onde irão as placas de compensado, fiz a parte da borda e a plataforma para dropar. Minha ideia inicial foi deixar a rampa mais leve e com mais "estilo", onde não pensava em fazer um quadro fechado abaixo da plataforma. Então fiz uma extensão da borda e fixei uma madeira como se fosse uma mão francesa (Imagem 09). Para o apoio do cano na borda, deve ser feito de forma que o cano fique com pelo menos metade do diâmetro para cima da plataforma e pelo menos 1/3 pra fora da placa de compensado, para que tenha um pouco de comping blor, ajudando nas manobras (Imagem 10), eu coloquei duas vigas mais largas desencontradas, fazendo uma quina de 90º.
Imagem 09. Fazendo a extensão da borda e plataforma para dropar.
Para fixar o cano na borda, o ideal é que ele esteja bem encaixado nos apoios da plataforma, eu usei o método de parafusar através do cano. Para isso, fixe o cano com uma fita adevisa, depois faça um furo na primeira extremidade de tamanha suficiente para passar a cabeça do parafuso, e na outra extremidade faça um furo menor para que o parafuso trave. Depois é só encaixar o parafuso e apertar (Imagem 10). O meu ficou muito "escondido" pela plataforma, como disse anteriormente o ideal é que ele sobressalte pelo 1/3 do diâmetro.
Após a fixação do coping, fui pra parte da placa de compensado (Imagem 11), comprei as chapas de compensado 15 mm impermeabilizado (um pouco mais cara que o compensado "rosa"), vem com uma espécie de tinta seladora, porém a madeira fica muito ressecada. O que dificulta na curvatura.
Colocadas as placas já foi possível começar a diversão, ficou com velocidade boa, depois que aprendi a dar mais impulso nela ficou fácil, até o ponto de dar medo de cair no quintal do vizinho que fica há oito metros abaixo. Mas nada ocorreu. Depois de algumas voltas (só sabia dar rock n roll mesmo), percebi que quando estava na plataforma ela forçava o meio da rampa, para resolver isso fiz um quadro fechado sob ela, desta forma a rampa ficou mais firme. Também no meio ela se mexia um pouco, então coloquei uma ripa embaixo pra ficar mais firme também.
Na versão final ela ficou como a imagem abaixo, o que me deixou muito feliz. Acabei que não fiz uma pintura nela, mas o mais importante estava pronto: a diversão. Só tomava o cuidado de deixa ela um pouco inclinada, para que quando chovesse não acumulasse água.
Bem, resumindo é isso. Quem for tentar fazer e quiser trocar idéias é só falar. Como fui na tentativa e erro e invenção, não sei de todas as facilidades. Mas ficarei feliz em ajudar se for possível.
Há cerca de três meses consegui fazer algo que me deixou muito feliz, uma mini ramp ou melhor, micro ramp.
Editando: esse post iniciei em Agosto/2014,
como fui transferido de cidade pelo
trabalho me desfiz da rampa (prox. post), e acabei
deixando esse blog que mal existe de lado.
Nunca havia tido contato com transição, e sempre tive vontade. E como qualquer skatista, a gente inventa.
Também gosto de fazer as coisas com minhas mãos, para não investir em algo que não dê certo e acabar desperdiçando dinheiro (quase ninguém tem esse luxo).
Mas vamos à mão na massa: como eu nunca havia feito nada do tipo, fui pesquisar na internet. Infelizmente no Brasil existem pouquíssimas informações sobre construir rampas (de qualquer coisa na verdade, exceto quadradinho de oito), mas contei com a ajuda de pessoas bacanas com dicas simples. Obrigado Enilson Komono e Ernesto Belote. Mas as informações mais completas são dos americanos (e como eles gostam de compartilhar idéias).
Dicas:
http://rampplans.org/
http://www.diyskate.com/
E muitos vídeos no YouTube
Porém ninguém tinha feito nada exatamente como eu imaginava, que seria reaproveitar o máximo de material possível, e o mais acessível nesses dias são os paletes. Usando as dicas e um pouco de imaginação consegui algo interessante.
Ferramentas que utilizei:
- Serra tico-tico
- Martelo
- Alicate (eletricista e turquez)
- Parafusadeira
- Furadeira
- Muitos parafusos
- Pegros (da pra aproveitar dos paletes)
Materiais:
- Paletes, acho que utilizei sete
- Duas placas de compensado (quebrei uma, entao usei 3)M
- Muitos parafusos
- Pegros (da pra aproveitar dos paletes)
- Cano de ferro de pelo menos 60 mm
O segundo passo é desmontá-los, e isso exige um pouco de paciência, pois quanto mais tábuas quebrar mais trabalho terá. E como geralmente são madeiras moles e pregos de baixa qualidade que enferrujam muito, isso pode levar um tempo. Uma dica que aprendi com eu pai: para tirar o prego, primeiro bata ele como se fosse pregar mais um pouco, assim a ferrugem se solta e fica mais fácil puxá-lo. Depois puxe ele com o martelo e as vezes com alicate.
Imagem 01. Buscando os paletes.
Imagem 02. Desmontar os paletes e separar as madeiras por categorias. É bom encontrar paletes que tenham boas vigas, pois ajudarão a reforçar a estrutura.
A terceira parte do trabalho foi buscar as medidas, o que deu um pouco de trabalho e muita adivinhação, decidi por usar uma transição com raio de 1,30 metros e 0,6 m de altura.
Depois foi a hora de formar com as tábuas uma espécie de parede, conforme a imagem abaixo. As duas vigas que aparecem são somente para apoio, mas por baixo tem duas finas ripas pregadas, para manter as tábuas firmes.
Imagem 03. Tábuas pregadas, formando uma "placa" de madeira.
Indo para o quarto procedimento, que será criar a marcação da transição. O raio que utilizei foi de 1,30 metros. Para medir, coloquei uma viga (qualquer peça comprida) em ângulo de 90 graus na lateral da "folha", amarrei uma corda com 1,30 metros, amarrei a caneta na ponta e tracei o risco, marcando o corte da transição. Depois é só inverter o lado e marcar a outra transição na mesma folha, como abaixo.
Imagem 05. Marcações dos cortes para a transição.
Depois de marcadas as linhas em duas "placas" de madeira, é só fazer o corte com a serra tico-tico.
Imagem 06. Transições recortadas.
Quando as transições já estiverem recortadas, deve ser feito um reforço, já que as tábuas precisam estar bem unidas. Usei então as vigas, posicionadas no local que ia fixá-la, fiz uma marca e cortei, quanto maior o número, maior será a firmeza da rampa.
Imagem 07. Transições já reforçadas.
Estas foram as partes mais demoradas, a partir daqui já se começa a ter uma forma. O próximo passo é pegar as outras tábuas que estavam reservadas, usar as que tenham a mesma largura do madeirite que irá usar, no meu caso foi 1,10 metros e então vai fixando as duas transições lado a lado.
Quando eu fiz isso, não coloquei nada unindo as paredes por baixo, aconselho quem for fazer, que já intercale algumas madeiras embaixo, pois vai melhorar muito a estrutura. Quanto a parte plana (flat), deverá seguir a mesma altura da base da transição, eu usei duas ripas remontadas, mas pode se usar as dos paletes mesmo, e para a transição com raio de 1,3m o plano deve ter cerca de 2,20 metros.
Imagem 08. Junção das transições com as tábuas, quanto mais melhor. Notar que abaixo não coloquei nada unindo todas elas, coisa que aconselho a fazer.
Feito o estrado onde irão as placas de compensado, fiz a parte da borda e a plataforma para dropar. Minha ideia inicial foi deixar a rampa mais leve e com mais "estilo", onde não pensava em fazer um quadro fechado abaixo da plataforma. Então fiz uma extensão da borda e fixei uma madeira como se fosse uma mão francesa (Imagem 09). Para o apoio do cano na borda, deve ser feito de forma que o cano fique com pelo menos metade do diâmetro para cima da plataforma e pelo menos 1/3 pra fora da placa de compensado, para que tenha um pouco de comping blor, ajudando nas manobras (Imagem 10), eu coloquei duas vigas mais largas desencontradas, fazendo uma quina de 90º.
Imagem 09. Fazendo a extensão da borda e plataforma para dropar.
Para fixar o cano na borda, o ideal é que ele esteja bem encaixado nos apoios da plataforma, eu usei o método de parafusar através do cano. Para isso, fixe o cano com uma fita adevisa, depois faça um furo na primeira extremidade de tamanha suficiente para passar a cabeça do parafuso, e na outra extremidade faça um furo menor para que o parafuso trave. Depois é só encaixar o parafuso e apertar (Imagem 10). O meu ficou muito "escondido" pela plataforma, como disse anteriormente o ideal é que ele sobressalte pelo 1/3 do diâmetro.
Imagem 10. Fixação do cano da borda. Na segunda imagem fica fácil visualizar o parafuso e o furo maio.
Imagem 11. Madeirites e cano para a borda. Chapa de compensado impermeabilizado (não recomendo).
Para a fixação é um processo um pouco chato, comecei colocando a placa rente ao cano e coloquei o primeiro parafuso, um maior que tinha, para facilitar o trabalho e fazer menos esforço. Após isso fui colando os parafusos de cima para baixo, forçando a placa a curvar. Deve ter cuidado nesse momento, se for um compensado naval a dica é ir umedecendo a madeira, assim fica mais maleável. Para fazer a ligação entre as duas placas tive que fazer um corte com a tico-tico porque eles se trespassaram, deixei elas na posição certa e cerrei a de cima, encaixou como uma luva, ficando só um desencontro lateral de 1 cm.
Imagem 12. Na primeira imagem foi a primeira placa que coloquei, e quebrei. Depois substituindo e finalizando.
Imagem 13. Rampa quase finalizada, com a placa quebrada e faltando colocar a plataforma (não tenho foto dessa parte).
Colocadas as placas já foi possível começar a diversão, ficou com velocidade boa, depois que aprendi a dar mais impulso nela ficou fácil, até o ponto de dar medo de cair no quintal do vizinho que fica há oito metros abaixo. Mas nada ocorreu. Depois de algumas voltas (só sabia dar rock n roll mesmo), percebi que quando estava na plataforma ela forçava o meio da rampa, para resolver isso fiz um quadro fechado sob ela, desta forma a rampa ficou mais firme. Também no meio ela se mexia um pouco, então coloquei uma ripa embaixo pra ficar mais firme também.
Na versão final ela ficou como a imagem abaixo, o que me deixou muito feliz. Acabei que não fiz uma pintura nela, mas o mais importante estava pronto: a diversão. Só tomava o cuidado de deixa ela um pouco inclinada, para que quando chovesse não acumulasse água.
Bem, resumindo é isso. Quem for tentar fazer e quiser trocar idéias é só falar. Como fui na tentativa e erro e invenção, não sei de todas as facilidades. Mas ficarei feliz em ajudar se for possível.
Marcadores:
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
The Journey of the beasts
Vi a dica no blog do Sidney Arakaki fui conferir e valeu muito a pena.
Um vídeo muito bem feito, com imagens incríveis, não focado somente nas manobras e sim na essência de desbravar, inventar e conhecer.
Fiquei admirado com a qualidade que foi feito, parabéns a esses alemães que não arrebentam somente na copa.
Deem uma conferida:
Um vídeo muito bem feito, com imagens incríveis, não focado somente nas manobras e sim na essência de desbravar, inventar e conhecer.
Fiquei admirado com a qualidade que foi feito, parabéns a esses alemães que não arrebentam somente na copa.
Deem uma conferida:
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
It works!
Num post anterior mostrei a micro ramp que fiz bem na fase avançada.
Mas será que funciona?? De onde surgiu isso??
Eis as respostas:
O que era.
O que se tornou possível.
Mas será que funciona?? De onde surgiu isso??
Eis as respostas:
O que se tornou possível.
Para chamar de meu
O sonho de ter uma pista!!
Quantos não sonharam com isso na vida?! Desde a primeira vez que conseguiu se equilibrar por aquela calçada lisinha sem precisar escorar no muro, desde o primeiro ollie. Me diga qual skatista que nunca sonhou com sua própria rampa.
Lembro que quando comecei a andar de skate (e gostava de trabalhos manuais), já fui logo fazer uma pequena rampa, um caixote, um corrimão de madeira... um dia acho fotos.
Mas toda essa enrolação pra postar abaixo minha nova realização. Pequena, não muito firme, baixa e levemente perigosa, com muito carinho e dedicação, no espaço possível e com estilo colcha de retalhos, ei-la pronta (sem pintura ainda):
Apresentada aqui com todos os ajustes que eu estava programando. Funcionando já estava, foi nela que aprendi meu primeiro Rock and Roll, embalar de switch, batida de front e back \o/\o/.
Mas vamos à alguns detalhes que gostaria de compartilhar:
- Toda a estrutura foi feita com pallets reutilizados de construções;
- Gastos com ferro para o coping: R$ 25,00 (meia barra);
- Gastos com duas placas de madeirite: R$ 154,00 (na verdade foi R$ 216,00 porque quebrei uma, mas isso não conta agora);
- Gastos com parafusos, aproximadamente uns 1.000 de tudo que é tamanho e forma, gastei cerca de R$ 50,00. Alguns pregos que utilizei foram dos próprios pallets;
- Utilizei umas oito ripas que consegui de um depósito de uma madeireira vizinha sem custos;
- Me custou cinco finais de semanas e umas três noites aleatórias sem dar muita atenção pra esposa;
- E no total foram 5 pallets utilizados.
Considerando as ferramentas que eu já possuia (martelo, furadeira/parafusadeira, serra tico-tico, alicate, esquadro e outras básicas) o custo total foi de R$ 229,00. Sendo que ainda seria possível conseguir os madeirites em construções também, eles podem doar, ou até mesmo vender por um valor bem menor. Eu optei pelo madeirite plastificado, mas posso dizer que não foi uma grande escolha, ele é mais seco, menos maleável. Primeiro comprei duas de 14 mm, uma eu quebrei e a outra coloquei com muito custo, recomendo a de 12 mm, que usei na segunda e foi melhor, ou quem sabe a de 10 mm. Por isso acho que aquele madeirite vermelho mais comum pode ser eficiente o bastante.
Bom, fica minha contribuição aqui, de que é possível se fazer muitas coisas a partir da vontade e imaginação. Com custo baixo e bastante diversão agora posso embalar meu skate na sacada do apartamento.
Abraço galera!!
Quantos não sonharam com isso na vida?! Desde a primeira vez que conseguiu se equilibrar por aquela calçada lisinha sem precisar escorar no muro, desde o primeiro ollie. Me diga qual skatista que nunca sonhou com sua própria rampa.
Lembro que quando comecei a andar de skate (e gostava de trabalhos manuais), já fui logo fazer uma pequena rampa, um caixote, um corrimão de madeira... um dia acho fotos.
Mas toda essa enrolação pra postar abaixo minha nova realização. Pequena, não muito firme, baixa e levemente perigosa, com muito carinho e dedicação, no espaço possível e com estilo colcha de retalhos, ei-la pronta (sem pintura ainda):
Apresentada aqui com todos os ajustes que eu estava programando. Funcionando já estava, foi nela que aprendi meu primeiro Rock and Roll, embalar de switch, batida de front e back \o/\o/.
Mas vamos à alguns detalhes que gostaria de compartilhar:
- Toda a estrutura foi feita com pallets reutilizados de construções;
- Gastos com ferro para o coping: R$ 25,00 (meia barra);
- Gastos com duas placas de madeirite: R$ 154,00 (na verdade foi R$ 216,00 porque quebrei uma, mas isso não conta agora);
- Gastos com parafusos, aproximadamente uns 1.000 de tudo que é tamanho e forma, gastei cerca de R$ 50,00. Alguns pregos que utilizei foram dos próprios pallets;
- Utilizei umas oito ripas que consegui de um depósito de uma madeireira vizinha sem custos;
- Me custou cinco finais de semanas e umas três noites aleatórias sem dar muita atenção pra esposa;
- E no total foram 5 pallets utilizados.
Considerando as ferramentas que eu já possuia (martelo, furadeira/parafusadeira, serra tico-tico, alicate, esquadro e outras básicas) o custo total foi de R$ 229,00. Sendo que ainda seria possível conseguir os madeirites em construções também, eles podem doar, ou até mesmo vender por um valor bem menor. Eu optei pelo madeirite plastificado, mas posso dizer que não foi uma grande escolha, ele é mais seco, menos maleável. Primeiro comprei duas de 14 mm, uma eu quebrei e a outra coloquei com muito custo, recomendo a de 12 mm, que usei na segunda e foi melhor, ou quem sabe a de 10 mm. Por isso acho que aquele madeirite vermelho mais comum pode ser eficiente o bastante.
Bom, fica minha contribuição aqui, de que é possível se fazer muitas coisas a partir da vontade e imaginação. Com custo baixo e bastante diversão agora posso embalar meu skate na sacada do apartamento.
Abraço galera!!
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